IMAGEM DO SAGRADO ARCO REAL

A História do Sagrado Arco Real dentro da maçonaria, e particularmente sua presença no Grande Oriente do Brasil (GOB), é um tema rico e com nuances importantes que unem a tradição maçônica internacional com o contexto brasileiro. A seguir, farei um panorama histórico e explicativo:

História do Sagrado Arco Real na Maçonaria
O Sagrado Arco Real (Royal Arch) é um dos graus mais antigos e significativos da maçonaria capitular. Ele é geralmente considerado uma continuação do grau de Mestre Maçom, sendo muitas vezes descrito como a “culminação” da maçonaria simbólica.

Origens Internacionais
O grau do Arco Real tem raízes documentadas no Reino Unido desde o início do século XVIII. Ele começou a ser conferido em lojas maçônicas antes mesmo de haver uma separação clara entre os graus simbólicos (Aprendiz, Companheiro e Mestre) e os chamados “corpos adicionais”.
Em 1751, a chamada “Grande Loja dos Antigos” defendia a importância do Arco Real como parte integrante da maçonaria.
Em 1813, com a u nião entre a “Grande Loja dos Antigos” e a “Grande Loja dos Modernos”, formando a Grande Loja Unida da Inglaterra, o Arco Real foi oficialmente reconhecido como o único grau além dos três simbólicos.
O Arco Real trata da reconstrução do Templo de Salomão após o exílio babilônico, oferecendo uma narrativa complementar à construção original retratada nos graus simbólicos.

Elementos-Chave do Ritual

A lenda é inspirada nos livros de Esdras, Neemias e Ageu.
Três companheiros (representando os iniciados) descobrem uma câmara subterrânea sob os escombros do antigo templo.
Dentro da câmara, encontram uma arca com o Nome Inefável de Deus.
O ritual culmina com a revelação simbólica da Verdade espiritual e a consagração do templo reconstruído.
A cerimônia é rica em drama ritualístico, com travessias de véus, diálogos simbólicos e participação ativa dos oficiais.

icone avental gob-baiano

Avental

Cor: Branco com bordas vermelhas.
Formato: Em forma de trapézio (como nos altos graus).

Símbolo: Um Triplo Tau (✠) vermelho no centro, dentro de um triângulo, muitas vezes com um círculo ao redor.

Significado: O Triplo Tau representa: A tríplice natureza divina. A junção dos três graus simbólicos com o grau do Arco Real.
O templo espiritual reconstruído.

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Faixa ou Bandoleira

Cor: Vermelha ou púrpura (depende da tradição do Capítulo).

Uso: Passada do ombro esquerdo para cintura direita.

Símbolos: Pode ter o Triplo Tau, a Arca, ou o Nome Inefável (em caracteres hebraicos ou estilizados).
Observação: Em alguns Capítulos, é chamada de “cordão capitular”. 

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Capa ou Manto (opcional)

Usado: Em algumas cerimônias solenes.

Cor: Vermelha por fora e forrada de branco ou púrpura.

Uso: Confere solenidade e alusão ao sacerdócio do Segundo Templo.

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